Advocacia Sistêmica na Resolução dos Conflitos

Com mais de vinte anos de profissão ainda ouço muitas pessoas dizerem que advogado bom é aquele que “briga” e “dá o sangue” pela questão de seu cliente e que o bom profissional tem que propor uma boa demanda e ganhar o processo de qualquer forma.
No entanto, a experiência me fez entender que não é bem assim!
Quando uma pessoa procura pelos serviços de um advogado, na maioria das vezes é para resolver alguma questão familiar ou negocial, sendo as relações interpessoais o principal elemento envolvido, o que, consequentemente, acaba por se ligar intimamente aos sentimentos, os quais devem ser olhados e respeitados.
O profissional que olha para seu cliente como pessoa e não como mercadoria certamente perceberá todo o contexto do litígio e, dessa forma, saberá conduzir a questão que lhe foi levada com leveza e sabedoria na aplicação das leis e regras jurídicas, sem a necessidade de “brigar e dar sangue”. Muitas vezes é possível que a propositura de ações judiciais seja evitada, de modo que a problemática que lhe foi levada seja solucionada de forma extrajudicial, sem que seja fomentado uma longa discussão processual.
Em razão da economia e celeridade na resolução dos conflitos, tal forma de atuação vem crescendo e se destacando cada vez mais, sendo que o próprio judiciário vem tendo, há tempos, esse olhar de que o bom advogado é aquele que evita uma “boa demanda”, haja vista o desenvolvimento de mecanismos jurídicos que facilitam e incentivam a conciliação e mediação entre as partes.
Com isso, na busca da melhor resolução do conflito, a nossa legislação traz a previsão de que o Estado promoverá, sempre que possível, a solução consensual dos conflitos, destacando que a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Público, inclusive no curso do processo judicial. (Artigo 3º do Código de Processo Civil).
Neste contexto, buscando encontrar a melhor resolução de conflito, o exercício da advocacia sistêmica vem se destacando com profissionais especializados e atentos aos fatos sociais e às demandas concretas. Isso tem função essencial numa sociedade, pois com equilíbrio e sensatez, conduz seu cliente a refletir sobre os conflitos e a perceber os sentimentos que afloram, olhar para o outro e entender as necessidades que estão por trás das atitudes.
As técnicas da advocacia sistêmica, entre elas o atendimento humanizado, poderão ser a ferramenta do futuro, pois proporcionam que as próprias partes encontrem soluções concretas para seus problemas, saiam do conflito fortalecidas e confiantes e assim, naturalmente, os casos se resolvem de forma célere e eficaz e, com certeza haverá melhoria no relacionamento entre as partes.
Permita-se olhar para seu conflito/litígio de uma forma diferenciada. A utilização de ferramentas (bonecos e imagens), certamente te levará a questões ocultas, proporcionando uma nova visão e ampliação de consciência, o que, certamente, levará a uma resolução humanizada, trazendo bem estar a todos os envolvidos.
Se você se interessou pelo assunto, estou à disposição para maiores esclarecimentos por meio do e-mail: rosangelapassadore@gmail.com